"Os Valores são os princípios indiscutiveis, que deverão servir de âncoras e alicerces à construção do que denominamos Ética de Vida.
Nós acreditamos nos Valores que, ao longo dos Séculos, têm dado provas de muito terem contribuido para dar sentido, significado e dignidade à existência humana.
Assim sendo, o Pai que somos, tem por imperativo moral de transmitir, da melhor forma que sabe, esses princípios aos seus descendentes."

Miguel Lencastre em "De um Pai para os Pais do Presente e do Futuro" - 2010

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

8 de Dezembro de 2025

Capela e Casa dos Coimbras – Reunião Familiar
 

Missa pelas 12:00 horas na Capela da Nossa Senhora da Conceição da Guia, celebrada pelo Senhor Padre António Pamplona, da Companhia de Jesus, com homilia em honra de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal.
 
Antes da Missa, o 14º Administrador da Capela e Casa dos Coimbras, D. Rodrigo de Coimbra de Queiroz Vasconcelos e Lencastre, proferiu as seguintes intenções da Missa:
 
“1ª. A primeira intenção da Missa será para satisfazer as determinações testamentárias do Dr. João de Coimbra, a quem se deve a construção desta Capela em 1525, há exatamente 500 anos, tendo-a escolhida para seu sarcófago, na qual se encontra sepultado, e onde viria a assentar também a sede do Morgadio dos Coimbras que ele instituiria por 1530, por mercê de El Rei D. João III.
 
2ª. A segunda intenção será em sufrágio das almas de todos os Administradores que lhe sucederam e me antecederam, relevando meu Avô D. António de Lencastre e meu Pai D. Miguel de Lencastre.
 
3ª. O terceiro sufrágio será pelas almas da minha prima Nininha Sousa Cardoso e do meu primo Carlos Pouzada, falecidos este último ano e que participaram em muitas destas nossas reuniões, sendo que este dia 8 de Dezembro era também o dia de aniversário do casamento do primo Carlos com a nossa Prima Guida. Pedimos também pela alma da mãe do Sr. Padre António Pamplona, Sra. D. Maria Leonor de Lancastre de Castro e Lemos Rangel, também ela caída este último ano.
 
4ª. Como quarta intenção, pedimos para que o Reverendíssimo Cónego António Macedo, nosso Capelão de longa data, que se encontra em convalescença prolongada, brevemente se restabeleça, e que, igualmente, se encontre melhor, a nossa amiga Elisa Cunha e Silva, que tantas vezes participou nestas celebrações anuais.
 
5ª. Como o valor da Missa é infinito, vamos pedir-lhe também sufrágio pelas muitas almas dos já falecidos que aqui vieram nestes últimos 48 anos, em que se tem promovido consecutivamente estas reuniões anuais.
 
6ª.  Do mesmo valor infinito da Missa esperamos que alguma graça ou réstia de virtude nos caiba, a nós, os vários que tão devotamente a ela assistimos e presenciamos, dando graças pelos cinco séculos de história e memória viva que esta Capela guarda em si e das quais também fazemos parte.”
 

 
Após a Missa, seguiu-se o tradicional brinde com vinho fino do Douro, tomado na Sala do Capítulo da Torre dos Coimbras, durante o qual D. Rodrigo Lencastre proferiu palavras de boas-vindas a todos os convidados, baseadas nas seguintes notas previamente preparadas:
 
Elevo um primeiro agradecimento a Deus e a Nossa Senhora da Conceição que hoje celebramos em data festiva, pelo privilégio de podermos estar reunidos desde há 48 anos para cá. Esta Acção de Graças, fazemo-la este ano de forma especial, pois celebramos os quinhentos anos da construção da nossa Capela dos Coimbras, erigida em 1525, por mão do nosso virtuoso antepassado, D. João de Coimbra, sob o reinado de D. João III.
 
 
Respeitando ainda a tradição destas minhas habituais alocuções, proferidas nesta Torre, da mesma forma que o meu Avô e meu Pai o faziam, felicito de forma especial os debutantes nestas nossas andanças de 8 de Dezembro: o nosso Padre António Pamplona, a minha tia por afinidade, Maria Clara Resende dos Santos, a nossa amiga Maria Vasconcelos e os casais amigos Marta Neto e Luís Pina Rebelo, com as sua filhas Maria Benedita e Maria Madalena; Michele Azeredo e João Moreira Pinto, com os seus filhos João, Manuel e António; e Mafalda Jácome de Vasconcelos Folhadela Moreira e Germano de Castro Pinheiro, com as suas filhas Mafalda e Matilde; todos eles amigos de longa-data. Desejamos que continuem a marcar presença nestas reuniões por muitos anos vindouros. Bem-vindos ao Clã!
 
Este ano, como não poderia deixar de o fazer, dedico estas palavras, em jeito de brinde, à celebração dos cinco séculos de existência da nossa Casa e Capela dos Coimbras, pilares emblemáticos que sustentam a construção dos nossos laços: os da Família e suas raízes que nos definem, os da Amizade que nos engrandecem a alma, os do amor a Portugal que nos enobrece o carácter e os da firme Esperança pela nossa Fé em Deus. Imbuídos neste espírito, façamos honra a quem devido.
  

Fazemos honra a D. João de Coimbra, “Doutor em Degredos, que veio para Braga em 1505, no tempo do Cardeal D. Jorge da Costa. Entre vários cargos que assumiu em vida, foi Provisor e Vigário-Geral da Arquidiocese de Braga, (funções confirmadas em Setembro de 1505, pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa, figura histórica e ímpar da cidade de Braga). Foi também abade da freguesia de S. João do Souto (onde hoje nos encontramos), de S. João de Nogueira, de S. Miguel de Soutelo, de Santa Maria de Oriz, e de S. Cibrão de Vilar de Ossos.
A avaliar pela quantidade de cargos eclesiásticos, não admira que as casas que o Dr. João De Coimbra mandou edificar viessem a reflectir toda a sua importância social e económica.
 
São também de considerar as influências humanísticas e renascentistas exercidas pelo Cardeal D. Jorge da Costa e pelo grande Arcebispo D. Diogo de Sousa, a quem esteve muito ligado, e que devem ter contribuído para moldar a sua sensibilidade e gosto artísticos.
Por outro lado, teve o Dr. João de Coimbra a oportunidade de aproveitar a estadia em Braga dos artistas Biscainhos, chamados por D. Diogo de Sousa "para a majestosa fábrica da capela-mor da sua Catedral", aos quais encarregou de construírem a sua residência – a Casa dos Coimbras. Iniciado em 1505, o edifício encontra-se concluído no ano de 1512.
 
Treze anos após a realização destas obras, D. João de Coimbra manda construir, para sepultura, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, na Igreja de S. João do Souto, situada também dentro dos muros da cidade, em frente à torre-capela da sua residência, ou seja, no lado norte da Rua de S. João. A Capela foi edificada em 1525, (conforme a inscrição nela gravada), pelos mesmos artistas que haviam construído a Casa dos Coimbras e a sua beleza arquitetónica motivou a publicação de diversos estudos histórico-artísticos até aos dias de hoje.
 
Posteriormente, a 16 de Fevereiro de 1530, o Dr. João de Coimbra institui, com licença d'El Rei D. João III, (provisão de Março de 1527 e breve do papa Clemente III), um vínculo na sua Capela, com obrigação de Missa quotidiana de 24 reis e 2 quartos de ceitis e mais uma missa todas as Sextas-feiras, e ainda com obrigação de, sendo a Capela visitada pelo Prelado, o Administrador lhe doar 1.200 reis (a respetiva manutenção deste vínculo era portanto bastante cara). Constituíam este vínculo muitos e importantes bens, sendo de assinalar, entre outros, a Quinta de Oriz com a sua Torre, (que é hoje propriedade de meu Primo Paulo de Lencastre, aqui presente).
 
À sua descendência até finais do Século XIX, se devem também alguns acrescentamentos e melhoramentos na Casa da Rua de S. João.”
  

Fazemos honra a meu Bisavô D. José Maria de Queiroz de Lencastre, “(4º Neto de D. Serafina de Coimbra que, por sua vez, era 5ª Neta de D. João de Coimbra e casada com João de Queiroz Botelho). Por princípios do século passado, em 1903, a Câmara de Braga, demonstrando uma total ignorância pela beleza deste solar, e tendo em vista a abertura da Rua D. Afonso Henriques e do Largo S. João do Souto, expropriou o terreno, deixando ao seu proprietário, D. José de Lencastre todo o material do edifício.
 
A demolição que então se seguiu parecia significar o fim da Casa dos Coimbras. No entanto, consciente da sua responsabilidade como representante da histórica família dos Coimbras, o Senhor D. José de Lencastre não esmoreceu de ânimo. E assim, embora pudesse ter levado as pedras e demais ornamentos para outras casas e quintas de que era proprietário, resolveu em vez disso guardá-Ias em Braga, (primeiramente no Palácio das Carvalheiras e posteriormente noutro local), procurando adquirir um terreno que se situasse junto da Capela e do antigo Solar, o que veio a conseguir alguns anos mais tarde.
 
Assim, em 1924, é concluída a reconstrução da actual Casa dos Coimbras, inspirada no antigo edifício, e segundo o projecto do notável arquitecto bracarense José da Costa Vilaça. Esta feliz intervenção impediu que a cidade de Braga viesse a perder um dos seus edifícios de maior beleza arquitectónica.
 
Os actuais proprietários dos dois edifícios, continuam a dar cumprimento às determinações do Fundador da Capela e, a exemplo dos seus antepassados, nela mandam celebrar, todos os anos uma Missa, no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição”.
Este brevíssimo compêndio da Casa e Capela dos Coimbras, encarnado nestes dois nossos antepassados de superior importância, foi retirado de um estudo realizado em 1995, por Maria da Assunção Jácome de Vasconcelos, também ela nossa Prima.
 
 
Finalmente, fazemos também honra aos nossos antepassados que já nos deixaram e, de forma a agregar os Avós e Pais de todos os que aqui estão presentes, permitam-me evocar o meu Avô D. António de Lencastre e meu Pai D. Miguel de Lencastre, que zelosamente cumpriram em vida a sua função de Administradores deste nosso Morgadio dos Coimbras (também ele, símbolo de um Morgadio maior, o de todas as famílias aqui presentes), deixando-nos hoje, nestas pedras que nos rodeiam, em mim e em todos nós que somos deles, ou vivemos com eles, a graça de nos continuarmos em família, sempre unidos, sempre unos e inteiros, uns com os outros.
 


Queridos Familiares e Amigos, quinhentos anos não são apenas uma medida no tempo; são também uma história viva de gerações que por aqui passaram, cimentadas nestas pedras-vivas que ainda resistem ao tempo, o berço simbólico das nossas linhagens de sangue e de amizade, a nossa história partilhada com os nossos antepassados, que nos legaram não apenas um edifício, mas um legado espiritual de valores e princípios perenes e inextinguíveis – o que fomos, o que somos e o que almejamos ser.
 
O valor da Família, o fio condutor que nos une através dos séculos. Hoje, celebramos a força do sangue, numa união que transcende o tempo. O nosso primeiro chão, um solo sagrado que nos liga a uma história maior, aos que vieram antes de nós e aos que nos seguirão mais à frente.
 
 O valor da Amizade, aquela, a verdadeira, que nos sustém e nos ampara em todos os momentos da vida. De certa forma, podemos afirmar que ela transcende até mesmo os laços de sangue, pois define-se como uma irmandade escolhida e não imposta, que nos exige cultivo, pois não nos é inata.
 
O valor da Pátria – a nossa portugalidade, não aquela assentada num mero nacionalismo cego e vazio, mas antes a que se fundeia num compromisso profundo com a terra, a história, a cultura e os valores que herdámos, que partilhamos e que hoje celebramos, garantindo que este legado lusitano se continue e prospere nas gerações vindouras.
 
O valor da nossa Fé – mais que um valor, uma mundividência em nós e de toda a Criação, a fé em Deus concede-nos o prumo moral e a esperança inabalável nas nossas vidas. Dá sentido à nossa existência. Impele-nos a viver todos os dias como se fosse o último e a trabalhar como se fossemos eternos. A Fé eleva-nos à condição divina de sermos também “cocriadores” deste mundo. “Porque a vida não se resolve apenas com aquilo que trazemos ou conseguimos, mas sim no diálogo misterioso entre a nossa escala e a escala mais ampla que a própria vida é; … na interação entre o aqui e o agora e o que é da ordem do eterno”.
 
 
Queridos Amigos, há mais de quinhentos anos iniciou-se a edificação deste valoroso património espiritual, com a elevação dos muros desta Capela e sua Casa. Cumpre-nos a nós, hoje, continuar esta preciosa construção contínua e vivente, assumindo-nos como testemunhas diligentes dos valores dos Coimbras: viver com honra e integridade, servir com humildade e defender a Verdade e o Bem, com coragem e animados pela nossa Fé. Possamos nós, hoje aqui presentes, renovar o nosso compromisso com estes ideais. Que a nossa união seja a nossa maior força, e o legado dos nossos antepassados, a nossa inspiração eterna.
 
 
Por Nossa Senhora da Conceição da Guia, pelos Coimbras e pelos nossos – os de ontem, os de hoje e os de sempre:
 
PORTUGAL! PORTUGAL! PORTUGAL! VIVA!
 
 

Seguiu-se um almoço-convívio no restaurante “Palatu”, no centro histórico da cidade de Braga, no final do qual, cumprindo a tradição, Maria Isabel de Lencastre, irmã do actual Administrador leu para todos a Acta, relativa à reunião familiar do ano de 2024.
 

Presentes - Reunião Familiar de 2025

  • D. Rodrigo de Coimbra Queiroz de Vasconcelos e Lencastre
  • D. Gaspar de Coimbra Torres de Queiroz Vasconcelos e Lencastre
  • D. João Maria Peixoto Magalhães de Vasconcelos e Lencastre
  • Teresa Furtado Peixoto Magalhães
  • Jocelyne Elisabeth Yvette Legrand
  • Catarina Canedo Lencastre
  • Maria Margarida Canedo Queiroz de Vasconcelos e Lencastre
  • Maria Júlia Xará Dias Pereira
  • Maria Clara Ribeiro Godinho de Resende dos Santos
  • Maria Margarida Ribeiro Godinho de Resende dos Santos
  • José Luís Pias Canedo
  • Mariana Canedo de Coimbra Vasconcelos e Lencastre
  • Pedro Jorge Pias Canedo
  • Maria Isabel de Sousa Vasconcelos e Lencastre
  • Maria do Patrocínio Magalhães Queiroz de Sousa Cardoso
  • Luís da Gama Pimenta de Castro Damásio
  • António Forbes de Bessa Lencastre
  • José de Freitas Lencastre
  • Rui Manuel Menezes Carneiro de Barros Nazanin Bidabadi
  • António Lencastre de Menezes e Cruz
  • Maria Haydee de Queiroz e Lencastre
  • Maria da Graça de Sousa Cardoso Milheiro da Costa
  • Nuno de Saavedra de Coimbra e Camanho de Lencastre
  • Filipa Freire de Andrade
  • Paulo de Neville da Cunha Sepúlveda de Lencastre
  • Maria Luísa Sousa Cardoso
  • Maria Cristina de Souza Lencastre
  • Louiz Saldanha de Lencastre
  • António de Carvalho Sousa Guedes
  • Maria Manuela Forbes de Bessa Lencastre
  • Leonardo Pereira Rodrigues
  • Maria Ema Aguiar Queiroz Botelho de Sousa
  • Marta Godinho Nero de Pina Rebelo
  • Germano Manuel Novais de Castro Pinheiro
  • Mafalda Jácome de Vasconcelos Folhadela Moreira de Castro Pinheiro
  • Matilde Folhadela Moreira de Castro Pinheiro
  • António Maria Silva Pinto
  • Michele Azeredo da Silva e Pinto
  • José Moreira Pinto
  • João Maria Silva Pinto
  • Manuel Maria Silva Pinto
  • Rodrigo Cochofel Hölzer e Brito
  • Ana Filipa Conde Lencastre
  • Pedro Manuel Rodrigues Lacerda Vieira
  • Maria de Magalhães e Vasconcelos
  • Luís Francisco de Gouveia Durão Pina Rebelo
  • Maria Bendita Godinho Neto de Pina Rebelo
  • Maria Madalena Godinho Neto de Pina Rebelo
  • Maria Madalena Godinho Neto de Pina Rebelo
  • Maria da Graça Madeira de Vasconcelos e Lencastre Stoffel
  • Maria de Guadalupe Madeira de Vasconcelos Lencastre Stoffel
  • Maria do Carmo Sousa Cardoso Milheiro da Costa
  • António de Coimbra Madeira de Vasconcelos e Lencastre Stoffel

  • Presentes apenas na Missa:
  • Padre António Pamplona
  • Manuel Lencastre Fleming Torrinha
  • Marta Cudell Fleming Torrinha
  • Joana Filipa Xará Canedo
  • Leonor Canedo Martins

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

8 de Dezembro de 2024

Casa dos Coimbras - Reunião Familiar


Missa pelas 10:30 horas na Capela da Nossa Senhora da Conceição da Guia, celebrada pelo Senhor Padre Bruno Nobre, da Companhia de Jesus, com homilia em honra de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal.
Antes da Missa, o 14º Administrador da Capela e Casa dos Coimbras, D. Rodrigo de Coimbra de Queiroz Vasconcelos e Lencastre, proferiu as seguintes intenções da Missa:
 
“1ª. A Missa terá como primeira intenção a de satisfazer as disposições testamentárias do Dr. João de Coimbra, provisor do Arcebispo de Braga, D. Diogo de Souza, e instituidor do Morgadio dos Coimbras, dando-lhe como cabeça esta Capela de Nossa Senhora da Conceição da Guia, que o mesmo Dr. João de Coimbra escolheu para seu sarcófago e aqui se encontra sepultado.
 
2ª. A segunda intenção será para que o Reverendíssimo Cónego António Macedo, nosso Capelão de longa data, que se encontra em convalescença prolongada, brevemente se restabeleça, e que, igualmente, se encontre melhor, a nossa amiga Elisa Cunha e Silva, que tantas vezes participou nestas nossas reuniões – possam ambos estar aqui presentes de hoje a um ano, celebrando connosco, nesta capela, Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal.
 
3ª.  Como terceira intenção, pedimos pela nossa Tia Guidinha, D. Margarida Maria Lencastre, Matriarca da nossa Família, terno exemplo para as gerações que lhe sucedem, na vivência e testemunho dos bons Princípios e Valores herdados dos nossos antepassados e que devemos transmitir aos nossos filhos e netos. Pedimos a Nossa Senhora que a continue a guardar em saúde, graça e longevidade.
 
4ª.  Como o valor da Missa é infinito, ele será também aplicado por aqueles, já falecidos – e são já tantos – sem esquecer o meu Avô D. António de Lencastre (13º Administrador do Morgadio dos Coimbras), minha Avó D. Maria da Graça de Lencastre, meu Pai D. Miguel de Lencastre, meu Tio e Padrinho, D. João de Lencastre e minha Tia Maria José de Lencastre, meus Tios-Avós, Primos, parentes e amigos, que acorreram a esta cerimónia que, consecutivamente, se tem realizado há mais de 47 anos, sob a tutela de Nossa Senhora da Conceição da Guia.”
 
5ª. Do mesmo valor infinito da Missa esperamos que alguma graça ou réstia de virtude nos caiba, a nós, os vários que tão devotamente a ela assistimos e presenciamos, pedindo a Deus e a Nossa Senhora de Portugal que nos concedam saúde e paz, a nós e às nossas famílias.”
 

Após a Missa, seguiu-se o tradicional brinde com vinho fino do Douro, tomado na Sala do Capítulo da Torre dos Coimbras, durante o qual D. Rodrigo Lencastre proferiu palavras de boas-vindas a todos os convidados, baseadas nas seguintes notas previamente preparadas:
 
Um primeiro agradecimento dirigido a Deus e a Nossa Senhora da Conceição (data festiva) pelo privilégio de podermos estar reunidos desde há 47 anos para cá – por esse privilégio, fazemos a nossa Acção de Graças.

Um segundo agradecimento aos presentes: Familiares e Amigos. Como é tradição, felicitamos de forma especial os estreantes nestas andanças (o Sr. Padre Bruno Nobre que celebrou pela primeira vez a nossa Missa Mariana, minha prima Maria da Graça de Sousa Cardoso Milheiro da Costa e seu marido José Milheiro da Costa, minha prima Teresa Lencastre e seu noivo Bernardo Gaivão, minha prima Ana Filipa Lencastre e seu marido Pedro Manuel Rodrigues Lacerda Vieira e suas duas filhas Rita e Sílvia, os nossos amigos Gonçalo Bastos Pinto e António Augusto dos Santos Costa, o meu primo Pedro Lencastre Monteiro e finalmente o meu pequeno primo e afilhado, com apenas uma Primavera celebrada há dois dias,  D. João de Lencastre, filho varão do meu Primo Gaspar e que assim prolonga a nossa longa “varonia lencastrina”).
Sejam bem-vindos ao Clã.
 
Este ano, a razão das minhas palavras visa a Dignificação da palavra Pátria, o que Ela significa na riqueza da sua plenitude e a afirmação dos Valores que encerra. Para tal, recorri a escritos do arquivo do meu Pai, D. Miguel de Lencastre, um grande português e, quando vivo, um combatente acérrimo em defesa dos bons valores do Portugal etéreo, em tempos de guerra e de paz. Este texto, data de Outubro de 2011, mas permanece mais actual que nunca:
 
“No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, lê-se que a Pátria é “o país em que cada um nasceu e de que é cidadão”. Contudo, a Pátria é algo de muito mais profundo, complexo e precioso.

A Pátria é a moldura que circunscreve e reflecte as virtudes e defeitos de um povo, a identidade de uma Nação e a História que lhe deu o Ser e a Alma.

A Pátria reúne em um só livro o Passado e o Presente, gerando ainda de forma indelével responsabilidades em relação ao futuro.

A Pátria portuguesa tem quase nove séculos de História!

Esta tem luzes e sombras, narra grandes feitos, epopeias, cobardias e traições, mas é inegável que enriqueceu de forma notável o Património da Humanidade.

A nossa Nação, no decorrer da sua já longa existência, foi governada por muitos e diversos Sistemas Políticos. Estes, melhores ou piores, são sempre limitados no seu tempo de vida. Eles são efémeros; a nossa Pátria deve ser perene.

A Pátria Portuguesa não é só o sacrário da sua memorável História; Ela está viva e, por isso, preparada para nos orientar no presente e ajudar a traçar o rumo para o futuro. Por isso, Ela responsabiliza e obriga os Portugueses de hoje a administrar com todo o zelo e desvelo o seu Património para, sem o desbaratar, ser transmitido às gerações vindouras.
Enfim, a Pátria deveria ser a “menina dos olhos” dos Portugueses e a sua musa inspiradora.”

E no entanto…

O Ensino oficial, a Literatura protegida, o Teatro e o Cinema subsidiados, a Comunicação Social dedicaram-se a achincalhar, ridicularizar, deturpar e até maldizer a Pátria.
A ideia de lutar e morrer pela Pátria tornou-se retrógrada e reaccionária. Impera hoje, a castradora máxima “mais vale um cobarde vivo que um herói morto”.
Hoje, se perguntarem aos nossos jovens o que é para eles a Pátria, a maioria responderá que é o sítio onde por acaso nasceram.

Para colmatar o vazio deixado pela morte dos Valores Pátrios, entronizou-se o materialismo em todas as suas vertentes, tendo este como preceito, fruir e gozar o presente, esquecer o passado e alijar as responsabilidades em relação ao futuro.

Por isso se incentivou de forma desbragada o consumismo, o hedonismo nas suas diversas facetas e se coroou como rei o relativismo que nega tudo o que é Absoluto e Sagrado.

Um patriota, espécie não protegida em vias de extinção, com amarga ironia escreveu: “O lema que vigorou no século passado foi “Deus, Pátria e Família”. Neste século, a diferença é pequena, basta acrescentar um “A”. Assim teremos Adeus Pátria e Família”.
 
Meu Pai terminava estes seus escritos sempre com a mesma interrogação:
“Portugal, para onde vais?”
 
A resposta a esta pergunta afigura-se cada vez mais lúgubre.
 
Termino com um pequeno prolongamento de filho, relativamente ao pensamento de seu Pai.

A nossa Pátria também começa nas nossas Casas, no nosso Lar, na nossa Família.
Sustém-se também nas correntes de Amizade e Lealdade que forjamos ao longo da vida.
Materializa-se em pedras inter-geracionais, erigidas num passado e preservadas no presente, rumo a um futuro.
A Pátria eleva-se ainda em Fé, num singelo altar de uma pequena capela mariana do Século XVI, ao redor do qual se congregam anualmente alguns portugueses de carácter.
E, finalmente, a Pátria celebra-se também em rituais solenes, dignos e nobres, sejam eles cerimoniados em efemérides formais e oficiais, de grande pompa e circunstância, sejam eles vividos num modesto brinde com Vinho Fino, comungado no seio de uma família de sangue e amizade, alentando-nos o animo, a coragem e a esperança para se cumprir o nosso Portugal!
 
Onde houver dois ou três portugueses de alma, haverá sempre Portugal!

PORTUGAL! PORTUGAL! PORTUGAL! VIVA!


Seguiu-se um almoço-convívio no restaurante “Palatu”, no centro histórico da cidade de Braga, no final do qual, cumprindo a tradição, o actual Administrador leu para todos a Acta, relativa à reunião familiar do ano de 2023.

Presentes - Reunião Familiar de 2024

  • D. Rodrigo de Coimbra Queiroz de Vasconcelos e Lencastre
  • Jorge Luís Blom Carneiro Leão
  • Isabel Carneiro Leão
  • Jocelyne Legrand Lencastre
  • Catarina Canedo Lencastre
  • Ana Filipa Conde Lencastre
  • Pedro Manuel Rodrigues Lacerda Vieira
  • Ana Conde Lencastre
  • António Lencastre
  • José de Freitas Lencastre
  • Sílvia Lencastre Vieira
  • Rita Lencastre Vieira
  • Teresa Furtado Peixoto Magalhães
  • D. Gaspar de Coimbra Torres de Queiroz Vasconcelos e Lencastre
  • D. João Maria Peixoto Magalhães de Vasconcelos e Lencastre
  • Maria Haydee de Queiroz e Lencastre
  • António Lencastre Menezes e Cruz
  • Nuno de Saavedra de Coimbra e Camanho de Lencastre
  • Filipa Freire de Andrade
  • Maria Luísa Sousa Cardoso
  • Maria da Graça de Sousa Cardoso Milheiro da Costa
  • Maria Ema Aguiar Queiroz Botelho de Sousa
  • José Milheiro da Costa
  • Nuno de Queiroz e Lencastre da Silva Torres
  • Gonçalo Bastos Pinto
  • Maria Isabel de Sousa Vasconcelos e Lencastre
  • Luis Megre Bessa
  • Ana Rita Lencastre
  • Luís da Gama Pimenta de Castro Damásio
  • Leonardo Pereira Rodrigues
  • Mariana Manuela Forbes de Bessa Lencastre
  • António Sousa Guedes
  • Francisco Xavier de Queiroz e Lencastre Torrinha
  • Mariana de Santiago Sottomayor de Brito e Faro
  • Maria Isabel Brito e Faro Fleming Torrinha
  • Maria Margarida de Brito e Faro Fleming Torrinha
  • João Vasconcelos Lencastre Menezes e Cruz
  • Rafael Lencastre Lins
  • Arnaldo Maria Rosas Pimentel Barbosa
  • Arnaldo Maria de Vasconcelos Lencastre Pimentel Barbosa
  • Sílvia Cardoso de Coimbra Vasconcelos Lencastre
  • Miguel Maria de Coimbra e Lencastre Pimentel Barbosa
  • Maria Isabel Legrand de Coimbra de Vasconcelos e Lencastre
  • António de Coimbra Madeira de Vasconcelos Lencastre Stoffel
  • Bernardo Lopo de Carvalho de Orey Gaivão
  • António Moura Maia Torres Carona
  • Leonor Afonso de Sepúlveda e Lencastre
  • Vicente de Lencastre Afonso e Sepúlveda Maia Carona
  • Gaspar de Lencastre Afonso e Neville Maia Carona
  • Teresa Brun Afonso de Camanho e Lencastre
  • Filipa de Lencastre Torres Vieira Pouzada
  • António Augusto dos Santos Costa
  • André Madeira Stoffel
  • Maria de Guadalupe Madeira de Vasconcelos Lencastre Stoffel
  • Maria da Graça Madeira de Vasconcelos e Lencastre Stoffel
  • Mariana Canedo de Coimbra de Vasconcelos e Lencastre
 
Presentes apenas na Missa:
  • Padre Bruno Nobre
  • Júlia Canedo
  • José Luís Canedo
  • Maria Joana Lencastre Torres Vieira Pouzada
  • António José Huet de Bacelar Pereira Marramaque
  • Pedro Lencastre Monteiro

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

8 de Dezembro de 2023

 Casa dos Coimbras - Reunião Familiar


Missa pelas 11:00 horas na Capela da Nossa Senhora da Conceição da Guia, celebrada pelo Senhor Padre Luís Filipe de Lencastre, com homilia em honra de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal.
 
Antes da Missa, o 14º Administrador da Capela e Casa dos Coimbras, D. Rodrigo de Coimbra de Queiroz Vasconcelos e Lencastre, proferiu as seguintes intenções da Missa:

“1ª. A primeira intenção da Missa será para satisfazer as determinações testamentárias do Dr. João de Coimbra, a quem se deve a construção desta Capela nos princípios de 1500, em honra a Nossa Senhora da Conceição da Guia, escolhida também para seu sarcófago, em que se encontra sepultado desde então e onde assentou também a sede do Morgadio dos Coimbras, instituído por 1530, por mercê de El Rei D. João III.
 
2ª. A segunda intenção será de sufrágio da alma da nossa Prima, D. Mariana Kendall Forbes de Bessa Lencastre, falecida a 18 de Fevereiro deste ano, com 95 anos, tendo sido presença assídua nestes nossos encontros marianos. Aos seus filhos, Mariana, Manelinha e António de Bessa Lencastre, hoje aqui presentes, assim como às suas irmãs, estendemos o nosso abraço fraterno.
 
3ª. Pedimos também pela alma do nosso bom amigo Dr. António Miranda da Rocha, caído no passado dia 13 de Outubro e que em vida marcou presença em algumas destas nossa reuniões anuais.
 
4ª. A quarta intenção será em sufrágio das almas de todos aqueles, parentes e amigos, falecidos, que de há 46 anos para cá assistiram a algumas destas reuniões anuais, a 8 de Dezembro, nesta Capela, relevando de forma especial os Administradores desde Morgadio que me antecederam.
 
5ª. Pelo restabelecimento do Reverendíssimo Cónego António Macedo, nosso Capelão de longa data, tendo celebrado a Missa connosco nesta Capela ao longo dos últimos 30 anos e que se encontra em convalescença desde há já algum tempo para cá; que Nossa Senhora da Conceição lhe conceda novamente a Graça da saúde e assim interceda por ele junto de Deus Pai.
 
6ª. Fazemos ainda uma intenção especial pelos nossos Primos Margarida e Carlos Pouzada que hoje celebram as suas Bodas de Ouro, pedindo a Deus lhes conceda a saúde e tranquilidade que lhes tem faltado neste último ano, estendendo também as suas bênçãos aos seus filhos, Carlos, Joana, Teresa, Mariana e José Carlos e seus netos.
 
7ª. Finalmente e como valor da Missa é infinito, fazemos intenção e Acção de Graças por duas vidas que, não estando hoje fisicamente presentes nesta Missa, simbolizam e encarnam ambas os extremos geracionais da nossa Família: a minha querida Tia Guidinha, D.Margarida Maria Lencastre, cujas cem Primaveras celebrámos em Janeiro deste ano (matriarca centenária da Família Lencastre) e o meu Primo D. João Maria de Peixoto Magalhães de Vasconcelos e Lencastre, filho primogénito dos meus primos Teresa Furtado e D. Gaspar Lencastre, nascido há dois dias, sendo por isso o membro mais novo da nossa Família. Cem anos que atravessam assim quatro gerações desta Família. Para ambos, pedimos a Nossa Senhora da Conceição da Guia, Padroeira desta Capela, as graças divinas e bênçãos marianas.”



Após a Missa, seguiu-se o tradicional brinde com vinho fino do Douro, tomado na Sala do Capítulo da Torre dos Coimbras, durante o qual D. Rodrigo Lencastre proferiu palavras de boas-vindas a todos os convidados, baseadas nas seguintes notas previamente preparadas:
 
1.   Primariamente e respeitando a nossa matriz familiar católica, fazemos a nossa Ação de Graças a Deus Pais e a Nossa Senhora, pelo privilégio de nos podermos reunir uma vez mais neste 8 de Dezembro, algo que fazemos ininterruptamente há já 46 anos. Celebrar a Família e a Amizade nesta dimensão mais formal e institucional, dando seguimento à vontade última do nosso antepassado D. João de Coimbra, releva a importância dos nossos laços e reforça de forma mais digna o seu estreitamento, sempre sob o regaço da nossa Mãe Celestial, cujo dia da Sua Conceição hoje celebramos.
 
2.   Muitos foram os “romeiros” familiares e amigos, que passaram por este Torreão dos Coimbras ao longo dos últimos 46 anos e muitos mais esperamos possam vir a passar no futuro. Somos assim as pedras vivas deste nosso “monumento familiar”. Mas o sinal maior da vivacidade destas nossas reuniões anuais, encarna nos nossos “estreantes anuais”, que pela primeira vez acorrem a esta celebração. Este ano relevo os nossos Primos Ana Rita Lencastre e seu marido Luis Megre Bessa, a Catarina Ribeiro da Cruz, mulher do nosso Primo Miguel Lencastre Duarte Monteiro, o nosso amigo António dos Santos Palha, cujo Pai privou durante longos anos, tanto nas lides escutistas, como nas da reconstrução da Casa dos Coimbras (chegando a ser também Procurador da nossa Capela), com o meu Bisavô D. José de Lencastre e posteriormente com o meu Avô D. António de Lencastre e meu Tio-Avô D. José Paulo de Lencastre e ainda os mais novos, nosso Primo Gaspar Carona, filho da Leonor Lencastre e do Vicente Carona, que se estreia nestas andanças logo no seu primeiro ano de vida (bom presságio) e as primas Maria Isabel e Maria Margarida Fleming Torrinha, netas dos nossos primos aqui presentes, Mariana Lencastre e José Fleming Torrinha.
Sejam todos bem-vindos ao Clã dos Coimbras e possam doravante brindar connosco neste dia, todos os anos!
 
3.    O ano passado, nesta mesma Sala do Capítulo, brindámos em homenagem a dois antepassados, cujas obras em vida permitiram estarmos hoje aqui, acolhidos por estas paredes de cinco séculos. Foram eles o Dr. João de Coimbra, construtor e fundador da Capela e Casa dos Coimbras e o meu Bisavô D. José de Lencastre, reconstrutor e salvador da Casa dos Coimbras, tendo conseguido em 1924 resgatá-la à sua total destruição, reconstruindo-a de raiz, pedra por pedra, no lado Norte da estrada que, por sua vez, foi construída no início do século XX, dando origem ao Largo de Santa Cruz que hoje conhecemos, mas que na altura implicou a demolição do Palacete dos Coimbras, situado então em área que corresponderia hoje ao lado Sul da dita rua.
 
Brindado este passado familiar, este ano a homenagem que gostaria fazer é dirigida às gerações futuras, encarnadas nos nossos filhos e netos. Possam eles prolongar o espírito destas nossas reuniões nos Valores e Princípios que defendemos e tentamos viver. Estejam eles à altura dos desafios e dificuldades que um mundo cada vez mais mundano e vulgar lhes irá colocar. Verdade é que a espuma destes nossos dias se tem feito sentir em vagas corrosivas de um relativismo perigoso, facilitador e comodista, conveniente para alimentar os egoísmos e apetites imediatos dos que tudo querem, mas que nada fazem.
Temo que esta nossa descendência próxima tenha de enfrentar, cedo ou tarde (e será sempre cedo demais) novas ameaças de destruição/demolição destes muros que hoje aqui vivemos e celebramos. Muros que simbolizam a nossa Fé e a nossa Honra, sustentadas na Verdade, na Justiça e no Carácter de cada um de nós. Não percamos também nós a coragem de os assumir ao longo da nossa Vida.
Sirvam também estas reuniões para nos revitalizarmos neste propósito, alimentando-nos de forças e ânimo uns dos outros, nesta nossa Família de Sangue e Amizade para assim continuarmos a lutar contra o “desconcerto” deste mundo
Aos nossos mais pequenos, os que nos continuam, saibamos ser exemplo nas palavras e nas ações, falando-lhes, sem medo, com a nossa Razão e a nossa Alma sobre Deus, a Pátria, a Família, a Honra, o Amor e o Respeito ao Próximo, ajudando-os desta forma a construir também a sua Razão e a sua Alma que um dia serão a espada e o escudo para os seus combates do Amanhã.
 
4.    Apesar desta espuma dos nossos dias, que vos falo com mágoa e preocupação, não esqueçamos, pois, o verdadeiro oceano que nos envolve e nos é fonte de vida. Hoje é um desses dias, em que temos o privilégio de sentir este mar que nos une a todos como Família. O facto de estarmos hoje aqui a brindar aos que foram e aos que hão de ser, é sem dúvida um farol de esperança para o Futuro – é também mais um exemplo que damos aos mais novos. Também por isso, tenho como de grande responsabilidade e reforçada importância o compromisso de continuarmos a realizar estas celebrações anuais neste dia da nossa Padroeira de Portugal, bebendo da fonte deste Vinho Fino da nossa Família, néctar divino dos valores católicos e lusitanos.
Termino com um mote que em tempos me foi dado a reflectir como lema de vida:
“Quem muito tem, muito pode. Quem nada tem, pode tudo. Tudo tem para vencer…nada tem a perder. Resta construir!”
Que Deus Pai e Nossa Senhora da Conceição nos concedam, a nós e aos nossos filhos, a sabedoria para bem decidir e a coragem para bem agir… e construir.
 
Ao futuro, aos nossos filhos:
PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL! VIVA!


Seguiu-se um almoço-convívio no Jardim da Casa dos Coimbras, no final do qual, cumprindo a tradição, a Prima do actual Administrador, Ana Lencastre Nunes de Oliveira, com a ajuda do próprio D. Rodrigo de Lencastre, leu para todos a Acta, relativa à reunião familiar do ano de 2022, com indicação dos nomes de todos os presentes no almoço-convívio por essa ocasião.