"Os Valores são os princípios indiscutiveis, que deverão servir de âncoras e alicerces à construção do que denominamos Ética de Vida.
Nós acreditamos nos Valores que, ao longo dos Séculos, têm dado provas de muito terem contribuido para dar sentido, significado e dignidade à existência humana.
Assim sendo, o Pai que somos, tem por imperativo moral de transmitir, da melhor forma que sabe, esses princípios aos seus descendentes."

Miguel Lencastre em "De um Pai para os Pais do Presente e do Futuro" - 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Discurso de Joseph de Coimbra e Andrade ao Príncipe Real D. José - 23 de Julho de 1741

Discurso lido em voz alta no final do almoço convívio da Reunião Familiar de 2010:

ORAÇAO,
QUE NA GLORIOSA ENTRADA, E FELIZ POSSE
DO
SEMPRE AUGUSTO PRINCIPE,
E
SERENISSIMO SENHOR
D. JOSEPH
Nesta sua Cidade de Braga recitou o Vereador mais velho do Senado da Camara Joseph de Coimbra, e Andrade.

SERENISSIMO SENHOR,
Verdadeiro Primaz das Hespanhas, e Senhor desta muito antiga, muito nobre, augusta, e sempre leal Cidade de Braga:

Aindaque esta nobre Cidade se jactou sempre de Augusta, e de feliz, em nenhum outro tempo porem devia com mais propriedade ostentar este appellido, que no de hoje, quando por superiôr destîno se vê engrandecida, e exaltada com a presença de hum Principe, cujo Real sangue a engrandeça, cujo nome a augmente, cuja virtude a reforme, cuja sabedoria, e prudencia a illustrem, e enobreçaõ. E se os antigos Romanos, venerados sempre por prototypos no acêrto, e idêa, que formavaõ dos seos soberanos, do sangue, e sabedorias destes deduziaõ certos prognósticos, em que ás suas Monarchias auguravaõ felicidades para o futuro, que muyto, Senhor, vaticinemos nós hoje ao Império Bracarense hum século todo de ouro, e de augmento á vista de tam relevantes, e insignes dotes, quaes são os do Real sangue, letras, e virtudes heroicas, que em Vossa Alteza, como em outro principe dos astros, com luz tam propria resplandecem, como sua; a cuja a intensaõ de rayos esperamos ver de todo desvanecidas quaesquer trévas, que pertendaõ offuscar de algum modo as preeminencias desta Primazia, fóros, privilegios, e immunidades desta muyto antiga, muyto nobre, augusta, e sempre leal Cidade de Braga, em nome da qual entrégo com o devido respeito a Vossa Alteza as chaves das suas portas, e com ellas os affectos, coraçoens, vidas, e fazendas de todos os seos Vassallos, paraque Vossa Alteza, como Principe, e como absoluto Senhor disponha dellas, e de nós todos, que sempre nos achará com ánimo prompto para lhe obedecermos, e com vontade resignada para o servirmos.

Discurso incluido na “Braga Triunfante na Real Eleiçaõ, e sempre gloriosa posse, que o Augustissimo Principe e Serenissimo Senhor D. Joseph pessoalmente tomou do Arcebispado Primaz das Hespanhas em o dia 23. de Julho do presente anno de 1741; offerece, e dedica reverente Manoel Joseph Correa, e Alvarenga, Bacharel formado na faculdade dos Sagrados Canones, Licenciado em Artes na Universidade de Coimbra, e natural da mesma Cidade Primaz.”, Coimbra: No Real Collegio das Artes da Companhia de JESUS, Anno de 1742.

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